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A mostrar mensagens de Janeiro, 2015

O Banquete e a noção platónica de conhecimento

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Sócrates — Que dizes, Diotima, então Eros é feio e mau? Diotima — Vê lá o que dizes! Julgas, por acaso, que o que não é belo deve ser necessariamente feio? Sócrates — Com certeza! Diotima — Julgas que quem não é sábio é ignorante, e desconheces que existe um meio termo entre a sabedoria e a ignorância? Sócrates — Que meio termo é esse? Diotima — Não sabes que a opinião acertada sem conveniente justificação não é sabedoria — pois como poderia uma coisa ser sabedoria se não sabemos fundamentá-la? e também não é ignorância, porque o que atinge a verdade não pode ser ignorância? A opinião verdadeira é, por conseguinte, como que um meio termo entre a sabedoria e a ignorância. Sócrates — Sinto que falas a verdade! Diotima — Não concluas, então, apressadamente, que o que não é belo é feio, e que o que não é bom é mau. Assim se passa com Eros: não julgues, porque tu próprio reconheces que o que não é belo nem bom seja necessariamente feio ou mau. Ele é algo de intermédio entre dois extremos. Platão,

Estética e ética

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Estética e ética: que relação? é o título da palestra que irei dar na Escola Secundária Romeu Correia, no Feijó (Almada), a convite do seu grupo de Filosofia. É já na próxima quinta-feira, dia 29 de janeiro, às 15:30h, no auditório da escola.  

Informação sobre o exame de Filosofia de 2015

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A informação sobre o exame de Filosofia de 2015 já pode ser consultada aqui.


Liberdade de expressão

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"Prefiro morrer de pé a viver de joelhos" Charb, o cartoonista do semanário Chrlie Hebdo, hoje assassinado em Paris. Proibir a publicação e divulgação de ideias devido às suas consequências dá um poder excessivo e ilegítimo a qualquer grupo violento. Tudo o que um grupo violento precisa de fazer para silenciar as ideias de que não gosta é manifestar‑se violentamente e matar várias pessoas. Por exemplo, imagine‑se um grupo radical que defende uma dada ideia, estilo de vida ou religião que poucas pessoas na nossa sociedade aceitam. Por mais que as pessoas queiram discutir essa ideia publicamente, em livros e jornais, não poderão fazê‑lo pois sempre que o tentam há violência pública. Se o Estado aceitar que a violência pública é uma razão suficiente para limitar a liberdade de expressão, ficamos reféns de qualquer grupo violento que se oponha a que as suas ideias sejam discutidas. Segundo esta objecção, precisamos de tentar distinguir duas coisas diferentes, ainda que por veze…

Crença verdadeira justificada... mas que não é conhecimento

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A Rita é apreciadora de carros antigos e tem reparado no Citroën boca‑de‑sapo estacionado num dos lugares reservados à administração, na garagem do edifício da empresa onde trabalha. Ela forma a crença de que um dos administradores da empresa tem um boca‑de‑sapo. Algum tempo depois, a Rita veio a descobrir, com grande surpresa, que o boca‑de‑sapo que viu era afinal de um morador daquela zona, que se aproveitava para estacionar discretamente ali o seu estimado carro. O morador oportunista só tinha conseguido estacionar ali o seu carro simplesmente porque o segurança julgava ser o boca‑de‑sapo de colecção que, por coincidência, a administradora Paula possuía. Até ter sido apanhado.  O que nos mostra esta história? Em primeiro lugar, mostra‑nos que a Rita formou uma crença verdadeira: que um dos administradores tem um boca‑de‑sapo. Em segundo lugar, que a Rita tem uma justificação razoável para esta crença: ela própria viu um boca‑de‑sapo vários dias estacionado num lugar onde apenas po…